Sobre os noivos

Conheça os detalhes da nossa caminhada e como esse grande sonho foi construído.

- Era uma vez, uma moça chamada Alice e um rapaz chamado Filipe...

- Mas espera? A história desse casal começou assim, como um conto de fadas?

- Calma... “senta que lá vem à história”!

 

A história que eu vou contar para vocês começou no primeiro dia de aula da faculdade, mais especificamente, no primeiro de dia de viagens de Curvelo para Sete Lagoas, onde Filipe cursaria Sistemas de Informação e Alice Engenharia Ambiental.

Era fevereiro de 2008 e a data certinha eu não me lembro bem. Possivelmente era a primeira semana de fevereiro, logo quando se iniciam as aulas. Alice e Filipe tinham reservado lugares em um ônibus universitário, mas ainda não se conheciam. Talvez eles já tivessem se cruzado pelas ruas de Curvelo, nos lugares onde trabalharam, em festas ou em algum outro lugar que tinham o costume de frequentar, mas nunca se ‘enxergaram’, entendem bem o que eu quis dizer? Pois é, era um dia quente, como só quem é ou quem já morou em Curvelo sabe. Aqueles dias que o calor atravessa a pele da gente, que o suor fica pregado nos cabelinhos da testa e na nuca. Todas as dobrinhas do corpo sofrem, pois tudo sofre uma transpiração gritante. Bem, mas isso é apenas um fato.

Alice já estava no ônibus, ela queria pegar o melhor lugar para viajar, vocês sabem aquele mais na frente, perto da janela, sem prejuízo de ver a paisagem e de não se sentir incomodada se sentisse calor. Pois bem, Filipe chegou ao ônibus mais próximo da partida e logo buscou um lugar no ‘fundão’ porque para ele lá seria o espaço onde se concentrariam as pessoas mais descoladas e mais divertidas. Já disse né, a cena da nossa história era um ônibus toco, dos anos 90, velho e sem banheiro... ah, e de UNIVERSITÁRIOS, o que você imagina? Nem vou comentar sobre isso... Foco!!!

Filipe já decidido, ansioso para chegar em Sete Lagoas. Alice ainda indecisa, pensando se tinha escolhido o lugar certo para viajar, até que, Alice esperando o coordenador da Associação dos Estudantes terminar de passar as instruções para iniciarem a viagem, decidiu trocar de lugar e passou para o ‘fundão’. Foi ai onde tudo começou.

 

- Ta bom, então os dois se conheceram logo se apaixonaram, se beijaram, ficaram um tempo e depois de muito enrolar resolveram casar. Fim!!

- Não gente, espera, não foi isso não, calma que ainda tem história para contar.

 

Claro que Alice mudando de lugar conheceu o Filipe e os dois começaram a conversar, mas um dia, Filipe convidou a ‘galera do busão’ para um churrascão na casa dos pais dele e Alice também foi convidada. Lá eles se divertiram muito e os dois engataram em uma conversa de coisas em comum que gostavam como música, comida, conceitos da vida, diversão e mais outras coisas.

 

- E ai eles se beijaram e se apaixonaram.. Fim!!!

-Não, calma, você está muito ansiosa para saber do primeiro beijo né?

- Pois é, você já esta me enrolando demais.

- Ah sim, vamos lá que já já a gente chega na parte do beijo.

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Voltando... Depois do churrasco Filipe percebeu uma Alice diferente, ele começou a enxergar uma mulher ali, entre os seus amigos. Ela fazia muito sentido para ele e tinha muito em comum com os seus pensamentos. Sabendo disso, ele não se aguentou. Não se passaram muitos dias e no caminho para a faculdade ele se declarou, escreveu um carta e entregou para ela. Alice leu, escutou as suas palavras, pensou e disse: “Filipe, você está confundindo as coisas. Às vezes, alguns homens me veem assim, descontraída, sorridente, carinhosa com as pessoas e se confundem. Acha que eu estou buscando algum tipo de relacionamento, mas não. Você é meu amigo e eu o considero por isso. Não vamos passar disso, ok?”.

 

- Coitado do menino!! Deve ter ficado desolado, depois dessa. Foi adicionado à ‘Friendzone’. Não estou entendendo mais nada.

- Hahahaha... ficou meio triste sim. Mas ele não se deixou abater, ele aceitou a amizade dela e a conservou por muitos e muitos anos.

- Anos? Gente, ele foi muito paciente!

 

Os dois se tornaram melhores amigos e estavam prontos para enfrentar qualquer parada juntos. Viajaram juntos para o Rock in Rio, para o Rio de Janeiro em um bate e volta, já saíram juntos para comemorar o aniversário de um dos dois em um barzinho e depois encontrar os amigos e terminar a noite em algum botecão copo sujo, entre várias outras aventuras. Filipe já salvou Alice de muita encrenca e Alice já inventou muito ‘programa de índio’ para o Filipe ir. Eles passaram a conversar muito. Essa amizade não tinha segredos. Eles sabiam de tudo um do outro: dos namoricos, dos casos de amigos e de muitas outras coisas.

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Um belo dia, Alice levando o Filipe para a casa dos pais dele em uma carona amigável, os dois se olharam e simplesmente... se beijaram. Foi assim, um olhou para o outro, conversando, no meio de risadas e casos, um lábio tocou no outro, como se fosse o destino empurrando aquelas duas almas ali. Desafiando a amizade, os sentidos da vida, os conceitos da sociedade.

“Meus Deus, o que aconteceu ali agora?” Filipe se perguntava após a saída de Alice.

“Gente, o que será que eu fiz?” Alice se perguntava quando saiu.

Alice sentiu que algo tinha mudado naquele beijo, ela só não conseguia entender. Por um lado, ela se bloqueou, se fez de séria e fria, se posicionou como uma tirana e não quis nem saber. Por outro lado, Filipe tinha sentido que aquele sentimento declarado lá em 2008 tinha sido reascendido. “Mas que loucura!” Ele pensava. Filipe não pensou duas vezes em demonstrar os seus sentimentos novamente para Alice. Poxa, afinal de contas eles eram melhores amigos e pior, tinham se beijado.

Alice ficou parada escutando Filipe dizer o que queria, olhando ele demonstrar o como aquilo tinha despertado nele um sentimento muito bom. Ela o olhou mais uma vez e disse: “Filipe, aquilo foi só um beijo. Continuemos amigos, ok? Eu não quero estragar a nossa amizade”.

 

- Mas como assim? Esses dois não ficam juntos nunca? Eu nem sei mais como vai chegar neste casamento?

- Pois é, foi bem isso mesmo que estava parecendo.

 

Filipe não se importou, seguiu em frente, mas agora, tentando apagar mais uma vez aquele sentimento que ele cultivou praticamente calado. Mas uma coisa estava diferente ali: Alice estava cada vez mais próxima dele, ligava sempre, queria sair com ele mais vezes, dizia que estava com saudades. No fundo, ela também queria seguir apagando um sentimento que ela não conseguia entender. “Que estranho!” Pensava ela.

No Forró de Curvelo, no primeiro dia de festa, Alice queria sair com o Filipe e assim o convidou, mas ele já desesperançoso a cortou “na lata”. Disse que estava cansado e que não estava a fim de sair com ela... E o sol nasceu de novo no outro dia.

No dia 05 de Julho de 2013, ainda no Forró de Curvelo, Alice tinha subido sozinha para a praça de eventos e não estava muito satisfeita com a festa. Ela já estava voltando sozinha para casa, foi quando viu Filipe. Nossa, ela não conseguia medir o quanto estava feliz em ver ele. Claro, Filipe estava com vários outros amigos em comum, mas ela só o enxergava ali. Mais uma vez ela não conseguia entender que era aquilo. Foi quando no meio de uma conversa, puxou Filipe pelo braço, afastando-o da roda de amigos e disse: “Filipinho, há exatos 5 anos você me pediu em namoro pela primeira vez e eu disse não. Hoje eu estou aqui para te dizer SIM!”

 

- Agora sim eles se beijaram muito e viveram felizes para sempre.

- Hahahaha... espera para ver!

 

Filipe olhou para Alice, meio desconfiado e disse: “Você bebeu? Acho que você não está muito bem da cabeça hoje!?”. Ela entendeu que aquilo que tinha feito, era loucura. Do nada, puxar o menino e simplesmente dizer que depois de 350 anos ta pronta para namorar com ele? Mas ela o convenceu e disse que tinha certeza do que estava dizendo e que era aquilo que queria, mesmo sem entender o que sentia por ele. Ela explicou que o coração dela estava gritando na cabeça dela para que eles namorassem, para que eles se beijasse, para que ela deixasse de ser boba e aceitar ele como alguém a mais do que um amigo. E então ele ACEITOU!!!

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Ninguém acreditou no dia e até hoje tem gente que se lembra do fato e pergunta por que enrolamos tanto. Nem a gente sabe! A gente só sabe que ‘tudo acontece no tempo que tem que acontecer!’

Nossos amigos, essa é a nossa história e hoje estamos aqui comemorando menos um dia para oficializar a nossa união diante de Deus e dos homens. Desculpem o textão, mas não deu para ser menos do que isso.

Beijos Alice & Filipe

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